Diagnóstico preciso e tratamento especializado para as principais condições que afetam a coluna.
A coluna vertebral é composta por 33 vértebras e pode ser dividida em quatro áreas: sete vértebras cervicais, doze dorsais (torácicas), cinco lombares, cinco vértebras unidas que formam o sacro e quatro que formam o cóccix.
Cada região possui particularidades e está sujeita a condições específicas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a qualidade de vida.
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A hérnia de disco cervical ocorre quando há ruptura do disco intervertebral com extrusão do núcleo pulposo na região cervical da coluna. É uma condição que pode causar dor significativa e comprometer a qualidade de vida do paciente.
Conservador: A maioria dos pacientes melhora com tratamento conservador, incluindo fisioterapia, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, repouso orientado e exercícios de fortalecimento.
Cirúrgico: Quando indicado, utilizam-se técnicas minimamente invasivas com próteses de disco cervical, que preservam a mobilidade do segmento afetado e proporcionam recuperação mais rápida.
A hérnia de disco lombar ocorre quando há ruptura do anel fibroso, permitindo a extrusão do núcleo pulposo do disco intervertebral na região lombar. O sintoma principal é a ciática -- dor que irradia da região lombar para a perna, seguindo o trajeto do nervo ciático.
Conservador: Fisioterapia, analgesia, exercícios de fortalecimento do core, alongamentos e mudanças posturais. A maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador.
Cirúrgico: Indicado quando o tratamento conservador falha. Técnicas incluem cirurgia endoscópica (minimamente invasiva) e laminectomia, com excelentes resultados e retorno rápido às atividades.
A escoliose é uma curvatura tridimensional anormal da coluna vertebral, que afeta cerca de 2 a 4% da população. Pode ser diagnosticada em qualquer idade, mas é mais comum durante o período de crescimento na adolescência.
O tratamento depende do grau da curvatura, da idade do paciente e da progressão. Curvas leves podem ser acompanhadas com observação e exercícios. Curvas moderadas podem necessitar de colete ortopédico. A cirurgia é indicada para curvas maiores que 40-50 graus, com técnicas modernas que permitem correção significativa e boa recuperação.
A estenose de canal lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar, que pode comprimir a medula espinhal e as raízes nervosas. É uma das condições mais comuns em pacientes acima de 50 anos.
Conservador: Fisioterapia, exercícios de fortalecimento, medicamentos e infiltrações epidurais.
Cirúrgico: Descompressão do canal vertebral, que pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas, aliviando a pressão sobre os nervos e restaurando a funcionalidade.
A lombalgia (dor lombar) é uma das queixas mais comuns na prática médica, afetando entre 65% e 80% da população mundial em algum momento da vida. Quando a dor irradia para a perna, seguindo o trajeto do nervo ciático, denomina-se lombociatalgia.
A boa notícia é que a maioria dos episódios agudos tem evolução favorável: cerca de 50% dos pacientes melhoram em 1 semana e 90% em até 8 semanas.
A espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra sobre a outra, causando instabilidade na coluna vertebral. Pode ocorrer em qualquer nível, mas é mais frequente na região lombar baixa (L4-L5 e L5-S1).
Conservador: Fortalecimento muscular da região lombar e abdominal, fisioterapia, controle da dor e orientações posturais.
Cirúrgico: Indicado para casos com dor intratável ou déficit neurológico. Consiste na estabilização da coluna com parafusos pediculares e fusão vertebral, podendo ser realizada por via minimamente invasiva.
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela diminuição da densidade mineral dos ossos, tornando-os frágeis e suscetíveis a fraturas. As fraturas vertebrais por osteoporose são extremamente comuns, especialmente em mulheres na pós-menopausa.
A degeneração discal é um processo natural de envelhecimento dos discos intervertebrais, que geralmente se inicia a partir dos 30 anos de idade. Os discos perdem água, elasticidade e capacidade de absorção de impacto, podendo causar dor e limitação funcional.
Conservador: Exercícios de fortalecimento, fisioterapia, controle de peso, medicamentos e infiltrações quando necessário.
Cirúrgico: Indicado quando o tratamento conservador falha. Consiste na remoção do disco degenerado com colocação de espaçador intersomático ou fusão vertebral, restaurando a estabilidade e aliviando a dor.
A dor facetária tem origem nas articulações zigoapofisárias (facetárias) da coluna vertebral. Essas articulações conectam as vértebras entre si e permitem os movimentos da coluna. Com o desgaste, podem se tornar uma importante fonte de dor.
A mielopatia cervical é uma condição causada pela compressão da medula espinhal na região cervical. É uma das patologias mais graves da coluna cervical, pois pode causar lesão medular progressiva e irreversível se não tratada adequadamente.
Conservador: Pode ser considerado em casos leves e não progressivos, com acompanhamento rigoroso e fisioterapia.
Cirúrgico: Indicado quando há progressão dos sintomas neurológicos. A descompressão cirúrgica é fundamental para impedir a progressão da lesão medular e pode ser realizada por via anterior ou posterior, dependendo do padrão de compressão.
A sacroileíte é a inflamação da articulação sacroilíaca, que conecta o sacro (base da coluna) ao osso ilíaco (bacia). É uma causa frequente de dor lombar baixa e pode ser confundida com outras patologias da coluna.
Os osteófitos, popularmente conhecidos como "bico de papagaio", são crescimentos ósseos anormais que se formam nas bordas dos discos intervertebrais e das articulações da coluna. São uma resposta do organismo à degeneração discal e à instabilidade vertebral.
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